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Se você é uma mulher que está vivendo uma situação de violência e quer romper com o silêncio,

 Central de Atendimento à Mulher

 De qualquer lugar do Brasil e a qualquer hora, você pode ligar para denunciar a violência ou pedir orientações.
 ou

 Acesse o Guia de Serviços que atendem mulheres em situação de violência
 
Veja mais delegacias, centros de referência e organizações de atendimento à mulher

 

 

 

 

 
  > Capa > Sugestao de pautas  

 


Sugestões de pautas sobre violência contra a mulher


Aqui você pode encontrar algumas sugestões de reportagens abordando aspectos pouco ou nunca tratados sobre a violência contra a mulher. No conteúdo do Portal você encontrará informações adicionais e indicações de fontes para trabalhar essas matérias.

Se você escreveu uma reportagem sobre violência contra a mulher - não importa se a partir ou não de uma das pautas aqui sugeridas - envie para o Portal: ipgmidia@uol.com.br

Onde está e como vive o jornalista Pimenta Neves?
Pimenta Neves foi levado a júri popular por homicídio duplamente qualificado da ex-namorada, a jornalista Sandra Gomide. Condenado, aguarda em liberdade o julgamento de recurso.

O direito ao aborto no caso de violência sexual
Matéria que trate do tema do direito ao aborto em caso de estupro. Quais são os problemas enfrentados pela mulher, desde a violência, passando pela decisão de abortar (pressões internas e externas) até conseguir realizar a interrupção da gravidez em um serviço público de aborto previsto em lei.

Mais informações: Simone Diniz (sidiniz@uol.com.br), médica do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, fone (11) 3812-8681.

Como a violência doméstica afeta as crianças?
‘‘A violência doméstica é uma epidemia que contamina todo o tecido familiar. Estatísticas mostram que homens que espancam suas parceiras também são violentos com as crianças dentro de casa’’, explica a psicóloga Maria Luíza Aboim.

Estudo feito entre 2000 e 2001 pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostrou que os filhos de 5 a 12 anos criados em famílias em que a mulher é submetida à violência apresentam mais problemas, como pesadelos, chupar dedo, urinar na cama, ser tímido ou agressivo. Na cidade de São Paulo, as mães que declararam violência relataram maior repetência escolar de seus filhos de 5 a 12 anos; e na Zona da Mata de Pernambuco houve maior abandono da escola.

Mais informações: Ana Flávia d’Oliveira (aflolive@usp.br), pesquisadora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, fones (11) 3066-7085 / 3066-7094; e Malvina Muszkat (muszkat@uol.com.br), psicóloga do Pró-Mulher, Família e Cidadania, fones (11) 3812-4888 / 3816-6592.

Mulher pode acusar marido por estupro?

Ninguém é obrigado a se envolver num ato sexual contra sua liberdade. Em tese, portanto, não há dúvida que o marido pode ser sujeito ativo do crime estupro contra a própria mulher, diz o advogado Luiz Flávio Gomes, em artigo na Agência Carta Maior.

Na doutrina, nos dias atuais, é praticamente unânime a admissibilidade do delito de estupro pelo marido contra a mulher.

A violência vivida por mulheres de militares

Uma matéria que aborde a violência física e também psicológica sofrida por esposas de militares. Muitas sofrem este tipo de violência em silêncio por viverem com seus maridos longe de familiares, não terem emprego, profissão definida ou renda própria e por não contarem com apoio dentro das forças militares, que procuram abafar os casos, buscando preservar a falsa aparência de que as famílias estão sólidas e tranqüilas.

O custo social e também econômico da violência doméstica

Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:

· Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.

· A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.

· O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.

· Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.

· Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.

Fonte: http://www.iadb.org/sds/doc/1073eng.pdf

Outras sugestões

Como é o cotidiano de uma casa-abrigo de mulheres que sofreram violência. Reportagem ilustrada com algumas histórias sobre como era a vida delas antes e o que aconteceu depois de passar pelo abrigo. Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Como as mulheres reagem ao assédio sexual no trabalho? Alguma coisa mudou desde que isso se tornou crime? (Veja a lei em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10224.htm)

O que mudou (ou não mudou) com a lei 11.340 (Lei Maria da Penha), que tipifica a violência doméstica? Leia a íntegra em http://www.violenciamulher.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=445

O que mudou (ou não mudou) com a lei 10.455, que determina o afastamento do agressor? Leia a íntegra em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10455.htm

Uma reportagem que mostre que a violência doméstica atinge mulheres de todas as classes, raças/etnias, idades e graus de instrução.
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Por que muitas mulheres espancadas não denunciam o agressor?
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Por que muitas vezes as mulheres que denunciam retiram a queixa na delegacia? O que acontece depois com essas mulheres e os agressores?
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Por que muitas vezes a mãe é omissa ou cúmplice da violência sexual praticada pelo pai ou padrasto contra a menina?
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher


Reportagem com algumas organizações que trabalham com o tema da violência contra a mulher: Que tipo de casos atendem? Como funcionam?
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Qual é a real influência de fatores como uso de bebidas alcoólicas ou drogas, ciúmes, desemprego ou problemas com dinheiro na eclosão de episódios de violência contra as mulheres?
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Uma reportagem abordando como, em alguns casos, questões socioculturais, como exigência de uso de preservativo, "desobediência" da mulher ou sua recusa em praticar sexo, têm sido usadas como justificativa para a violência?
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher

Uma matéria abordando a violência do ponto de vista dos homens agressores.
Mais informações: Instituto NOOS (RJ), Instituto Promundo (RJ), CES Centro de Educação para a Saúde (SP) e Instituto Papai (PE).

Por que muitos acham que a violência é a melhor forma de resolver os conflitos?
Mais informações: Pró-Mulher, Família e Cidadania

É verdade que o homem violento apanhou ou presenciou violência dentro de casa quando pequeno?
Mais informações: Instituto NOOS (RJ), Instituto Promundo (RJ), CES Centro de Educação para a Saúde  (SP) e Instituto Papai (PE).

Uma reportagem mostrando casos em que as mulheres revidam a agressão recebida
Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher e Departamento de Medicina Preventiva da USP.

Uma matéria que mostre casos de policiais que são cônjuges agressores

O caso de Gilmárcia Ferreira dos Santos

(conforme relato da advogada Simone C. Silva, da União de Mulheres de São Paulo)

Gilmárcia Ferreira dos Santos, de 28 anos, doméstica, nasceu em Minas Gerais na cidade de João Monlevade. Deixou dois filhos.

Ela era moradora de um conjunto habitacional em Itaquera, São Paulo, residência da qual era proprietária. Fazia trabalhos domésticos e por inúmeras vezes havia sido vítima de violência impetrada pelo companheiro, Rodrigo Pereira dos Santos.

As agressões eram de conhecimento público, fato que a aproximou das mulheres que residiam na região e a socorreram diversas vezes.

Tudo começou quando Gilmárcia foi morar com seu companheiro Rodrigo, ficou grávida e teve o filho. Durante um período de aproximadamente três anos ela viveu todo tipo de violência: psicológica, moral, física, doméstica e sexual.

Em uma das vezes em que foi agredida Gilmárcia, após ter sido socorrida, registrou um Boletim de Ocorrência. Mas no dia da audiência a família dele a obrigou a retirar a queixa ameaçando tirar-lhe a guarda de seu filho menor.

No período entre a queixa e a audiência, o agressor não mais a agrediu. Aguardou apenas a retirada da queixa para assassiná-la.

Rodrigo matou Gilmárcia no dia 19 de dezembro de 2001, com requintes de crueldade: esfaqueou, mordeu e a violentou com objetos, vassoura, faca etc.

Os vizinhos testemunharam e não se meteram na briga de marido e mulher, embora já conhecessem a periculosidade da relação.

No dia seguinte, no período da manhã, ele permaneceu no local, deu banho em Gilmárcia, uma vez que se encontrava em estado lastimável, e chamou uma vizinha dizendo que achava que Gilmárcia não estava bem. Na realidade ela estava morta, com parte do corpo mutilado e violado.

No dia 5 de maio de 2004 o caso iria ser levado a júri popular no Fórum da Penha, em São Paulo, mas o julgamento foi adiado em virtude de o réu ser considerado “indefeso”, isto é, sem representação judicial, uma vez que o advogado dele apresentou uma defesa breve (apenas 10 minutos) que foi considerada muito fraca e as testemunhas dele foram impugnadas.

Mais informações com a advogada Simone C. Silva (simone_juridico@pop.com.br), da União de Mulheres de São Paulo, fone (11) 3106.2367.



Veja também:

Eloá, 15 anos, assassinada pelo ex-namorado
O que faltou à mídia destacar? Cruéis semelhanças

São Paulo instala primeiro Juizado Especial de Violência Contra as Mulheres

Sugestão de pautas
Como a violência doméstica contra as mulheres afeta as crianças?
Esta e outras sugestões de reportagens abordando fatos sobre a violência contra as mulheres que são pouco ou nunca tratados pela imprensa podem ser encontradas nesta seção.

 
Banco de Fontes
Se a pauta é violência contra a mulher, nesta seção você encontrará dados para contatar fontes fundamentais.
 
Quem diz e o que se diz

"A violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa."
Fernando Acosta, psicólogo.
 
"A violência não é natural. É um comportamento aprendido."
Marcos Nascimento, coordenador de projeto do Instituto Promundo.