Guia de serviços Sobre o Portal Links      
 
-Sobre a violência contra a
mulher
-Campanhas
-Dados e pesquisas
-Artigos assinados
-Textos e reportagens
-Notícias
-Caso Pimenta Neves
-Legislação
-Conferências e convenções
-Políticas públicas
-Organizações não-
governamentais
-Núcleos de estudos em universidades
-Guias de serviços
-Datas importantes
-Sugestões de pautas
-Banco de fontes
-Cuidados ao entrevistar
-Quem diz e o que se diz
-Links de interesse

 
   


Realização

 

 

Se você é uma mulher que está vivendo uma situação de violência e quer romper com o silêncio,

 Central de Atendimento à Mulher

 De qualquer lugar do Brasil e a qualquer hora, você pode ligar para denunciar a violência ou pedir orientações.
 ou

 Acesse o Guia de Serviços que atendem mulheres em situação de violência
 
Veja mais delegacias, centros de referência e organizações de atendimento à mulher

 

 

 

 

 
  > Capa > Dados e pesquisas  

 


Dados mundiais sobre violência contra a mulher


OMS (Organização Mundial da Saúde)
Anistia Internacional

Outros dados de alguns países

Segundo a Anistia Internacional, em relatório divulgado em 05/03/2004, mais de um bilhão de mulheres no mundo - uma em cada três - foi espancada, forçada a manter relações sexuais ou sofreu outro tipo de abuso, quase sempre cometido por amigo ou parente.
No relatório "Está em nossas mãos. Páre a violência contra a mulher", a Anistia diz que o problema não está confinado a regiões mais pobres e fez um alerta: “Em todo o mundo, um quinto das mulheres foi vítima de estupro ou de tentativa deste tipo de crime”.

O relatório afirma que nos Estados Unidos, uma mulher é espancada por seu marido ou parceiro a cada 15 segundos em média, enquanto uma é estuprada a cada 90 segundos. E na Inglaterra, duas mulheres por semana são mortas por seus parceiros.
Na França, 25 mil mulheres são violentadas a cada ano. De acordo com a Anistia, o número de vítimas reais de abuso deve ser muito maior, devido ao estigma que inibe denúncias.
Todos os anos, dois milhões de meninas entre 5 e 15 anos são obrigadas a se prostituir. O tráfico de mulheres movimenta atualmente US$ 7 bilhões por ano, segundo a Anistia.

Cerca de 70% dos assassinatos de mulheres são praticados por seus parceiros masculinos. Na Zâmbia, cinco mulheres são assassinadas por semana por seus parceiros ou por algum amigo da família. No Egito, 35% das mulheres declararam ter apanhado do marido. No Paquistão, 42% das mulheres aceitam a violência como parte de seu destino. E na Inglaterra, duas mulheres por semana são mortas por seu parceiro.

Leia mais em Anistia Internacional Brasil e http://web.amnesty.org/actforwomen/index-eng

OMS (Organização Mundial da Saúde)

Segundo a OMS, quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. A violência responde por aproximadamente 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 a 44 anos no mundo todo. Em alguns países, até 69% das mulheres relatam terem sido agredidas fisicamente e até 47% declaram que sua primeira relação sexual foi forçada.

Fonte: OMS, Informe Mundial sobre Violencia e Saúde 2002, disponível em http://www.who.int/violence_injury_prevention/

Proporção de mulheres que já foram agredidas fisicamente por um parceiro íntimo (estudos nacionais selecionados)

Proporção de mulheres que já foram agredidas fisicamente por um parceiro íntimo (%)

 

Tamanho da Amostra

 

País

Ano

   

Canadá

1991-1992

12.300

29 (%)

Egito

1995-1996

7.121

34 (%)

Nicarágua

1998

8.507

28 (%)

Paraguai

1995-1996

5.940

10 (%)

Filipinas

1993

8.481

10 (%)

África do Sul

1998

10.190

13 (%)

Suíça

1994-1996

1.500

21 (%)

Estados Unidos

1995-1996

8.000

22 (%)

Fonte: OMS, Intimate Partner Violence Facts, disponível em http://www.who.int/violence_injury_prevention/violence/
global_campaign/en/ipvfacts.pdf

Proporção de mulheres que relataram uma tentativa ou que foram forçadas por um parceiro íntimo a fazer sexo em algum momento de suas vidas (cidades selecionadas)

Tentativa ou estupro consumado (%)

 

Tamanho da Amostra

 

País

Ano

   

Brasil (São Paulo)

2000

941

10,1 (%)

Canadá (Toronto)

1991-1992

420

15,3 (%)

Japão (Yokohama)

2000

1.287

6,2 (%)

México (Guadalajara)

1996

650

23,0 (%)

Nicarágua (León)

1993

360

21,7 (%)

Peru (Cusco)

2000

1.534

46,7 (%)

Tailândia (Bancoc)

2000

1.051

29,9 (%)

Reino Unido (Norte de Londres)

1993

430

23,0 (%)

Zimbábue (Midlands Province)

1996

966

25,0 (%)

Fonte: OMS, Sexual Violence Facts, disponível em http://www.who.int/violence_injury_prevention/violence/
global_campaign/en/sexualviolencefacts.pdf

Anistia Internacional

O Globo, seção Mundo, 060304

Reuters

LONDRES - Dos campos de batalha às ruas e quartos de dormir, mulheres ao redor do mundo estão sujeitas a níveis aterrorizantes de abusos, afirmou nesta sexta-feira o grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. Três dias antes do Dia Internacional da Mulher, o grupo afirmou que mais de um bilhão de mulheres no mundo - uma em cada três - foi espancada, forçada a manter relações sexuais ou sofreu outro tipo de abuso, quase sempre perpetrado por amigo ou parente.

No relatório "Está em nossas mãos. Páre a violência contra a mulher", a Anistia diz que o problema não está confinado a regiões mais pobres e fez um alerta:

- Isso não é algo que acontece 'por lá'. Acontece aqui - disse a secretária-geral do grupo, Irene Khan, no lançamento do relatório e da campanha em Londres. - Não é algo que só acontece a outras pessoas. Acontece a você, a seus amigos e sua família. Até que todos nós, homens e mulheres, digamos 'não, não deixarei que isso aconteça', isso não terá fim.

O relatório afirma que nos Estados Unidos, uma mulher é espancada por seu marido ou parceiro a cada 15 segundos em média, enquanto uma e estuprada a cada 90 segundos. Na França, 25 mil mulheres são violentadas a cada ano. De acordo com a Anistia, o número de vítimas reais de abuso deve ser muito maior, devido ao estigma que inibe denúncias.

- Atrás de portas fechadas e em segredo, mulheres são submetidas à violência de seus parceiros e parentes, muito envergonhadas para delatar - disse Khan.

Todos os anos, dois milhões de meninas entre 5 e 15 anos são obrigadas a se prostituir e o tráfico de mulheres movimenta atualmente US$ 7 bilhões por ano, segundo a Anistia. Em todo o mundo, um quinto das mulheres foi vítima de estupro ou de tentativa deste tipo de crime. E a prática se transformou até mesmo em uma arma de guerra. - Os conflitos armados estão tendo um efeito devastador e desesperador sobre as mulheres, que ultrapassa em muito a violência inerente à guerra - afirmou Khan.

Na Zâmbia, cinco mulheres são assassinadas por semana por seus parceiros ou por algum amigo da família. Em toda a África subsaariana, o epicentro da pandemia de Aids, cerca de 60% das pessoas infectadas são mulheres - tendência que aumenta devido à crença em alguns países de que o estupro de uma virgem pode curar a doença.

Leia alguns dados sobre violência contra a mulher

LONDRES - A seguir, alguns dos dados divulgados pela Anistia Internacional no lançamento do relatório "Depende de nós. Páre a violência contra a mulher".

1. Como a violência contra a mulher pareceria num mundo reduzido, numa vila global de mil pessoas? A Anistia responde, com bases em dados da ONU, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de organizações governamentais e não-governamentais:

a. Quinhentas pessoas seriam mulheres

b. Na verdade, seriam 510, mas 10 não teriam nascido devido a políticas de aborto baseadas no gênero ou à morte na infância devido à negligência

c. Trezentas seriam asiáticas

d. 167 teriam sido espancadas ou expostas a algum tipo de violência durante a vida

e. Cem das mulheres seriam vítimas de estupro ou tentativa de estupro durante a vida

2. Mulheres e população

a. 49,7% da população mundial é de mulheres (mais de 3,1 bilhões)

3. Violência na família. O fenômeno assume várias formas, da agressão física à psicológica.

a. Ao menos uma em cada três mulheres, ou mais de um bilhão de mulheres, foram espancadas, coagidas a fazer sexo ou vítimas de abuso. Quase sempre o autor do abuso é alguém conhecido

b. Mais de 70% das mulheres vítimas de assassinato são mortas por seus parceiros

c. No Quênia, mais de uma mulher é assassinada por seu parceiro a cada semana

d. Na Zâmbia, cinco são assassinadas por semana por um parceiro ou membro masculino de sua família

e. No Egito, 35% das mulheres foram espancadas pelos maridos em algum momento do casamento

f. Na Bolívia, 17% das mulheres com 20 anos ou mais foi vítima de violência física nos últimos 12 meses

g. Nos EUA uma mulher é espancada por seu parceiro ou marido a cada 15 segundos

h. Cerca de duas mulheres por semana são mortas por seus parceiros no Reino Unido

4. Violência sexual. O estupro é a forma mais violenta de abuso sexual. Também está associado com gravidezes indesejadas e com doenças sexualmente transmissíveis como a Aids.

a. Uma em cada cinco mulheres será vítima de estupro ou tentativa de estupro durante sua vida.

b. Na África do Sul, 147 mulheres são estupradas todos os dias

c. Nos EUA, uma mulher é estuprada a cada 90 segundos.

d. Na França, 25 mil mulheres são estupradas por ano

Ator condena indústria do cinema por promover violência contra a mulher

Reuters

LONDRES - A indústria do cinema tem parte da culpa pela cultura global da violência contra a mulher, disse nesta sexta-feira o ator Patrick Stewart, que participou do lançamento do relatório da Anistia Internacional, 'It's in our hands. Stop violence against women' (Depende de nós: Páre a violência contra mulheres).

Stewart, que quando criança diz ter testemunhado seu pai bater em sua mãe, escolheu o filme "Kill Bill", de Quentin Tarantino, para tecer suas críticas. O filme, ainda não lançado no Brasil, usa cenas de artes marciais de violência extrema para contar a história de uma mulher, a atriz Uma Thurman, que sobrevive à tentativa de assassinato por uma gangue e parte para a vingança.

- A indústria do entretenimento tem sido extremamente irresponsável ao perpetuar e estereotipar atitudes violentas de homens contra mulheres - disse Stewart. - Condeno totalmente filmes como "Kill Bill". Ouvimos que se trata de dar poder às mulheres. Tudo o que vimos foi poder dado a mulheres para matar outras mulheres - disse ele.

O ator afirmou que a indústria do cinema tem que se envergonhar da forma com que retrata mulheres.

- É uma abordagem sensacionalista.

Stewart, que foi o capitão Jean-Luc Picard no filme Star Trek, quase chorou ao falar de sua própria experiência como criança. Ele disse ter sido degradado por ouvir e ver seu pai, um alcóolatra, recorrer à violência contra sua mãe.

- Vi a sociedade, polícia, médicos e vizinhos, conspirarem para esconder o abuso - lembrou ele.

Outros dados de alguns países

Chile

São registrados 4.500 crimes sexuais por ano, entre 70% a 80% são cometidos contra menores de idade. Metade dos crimes permanece sem punição. Dados fornecidos pela SEM, Chile.

Colômbia

Segundo o Cladem Colômbia (Comitê Latinoamericano para la Defensa de los Derechos de la Mujer), a violência intrafamiliar atinge principalmente a mulher colombiana. Apenas pouco mais de 5% dos casos são denunciados.

Costa Rica

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Violência Contra as Mulheres, 67% das mulheres costarriquenhas maiores de 15 anos já sofreu ao menos um incidente de violência física ou sexual em algum momento de sua vida. 65% delas sentiu sua vida em perigo no momento do incidente. A maioria dos agressores são homens conhecidos pelas mulheres, incluindo parceiros e familiares.

El Salvador

Nos primeiros 9 meses de 2004, em El Salvador, foram registrados 1.797 homicídios, sendo que pelo menos 153 casos foram de assassinatos de mulheres, informou a Polícia Nacional Civil (PNC). Segundo o informe, 93% dos homicídios ocorrem por violência social, ainda que as autoridades não descartem a possibilidade de que os assassinatos de mulheres ocorram no marco de uma campanha de extermínio.

Equador

De cada 10 equatorianas, seis são vítimas de algum tipo de violência. De acordo com o Conselho Nacional da Mulher (CONAMU) a situação é tão grave que foram criadas delegacias especialmente para receber denúncias de maus-tratos no seio familiar. Estas recebem cerca de 500 acusações diárias por violência de algum tipo, nas quais 97% das vítimas são mulheres e meninas. O Centro de Planejamento e Estudos afirma que 60% das mulheres são ou foram espancadas por seus maridos ou conviventes.

México

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública, 33% das mulheres mexicanas com mais de 15 anos sofrem abuso e violência. O Centro para Investigação e Combate à Violência Doméstica mostrou que a maioria das mexicanas que sofrem abuso contribui para a renda da família e está sujeita a perder até 30 dias de trabalho a cada ano por causa da violência sofrida. A pesquisadora Rosario Valdez Santiago afirmou que a violência é responsável por 40% dos suicídios registrados entre mulheres no México.

As investigações conduzidas pela Anistia Internacional concluíram que, nos últimos dez anos, foram assassinadas umas 370 mulheres na região de Juarez e, destas, ao menos 137 haviam sido agredidas sexualmente antes de morrer. Ainda não foram identificados outros 75 cadáveres.

Jovens e violência sexual

Segundo estimativas do Unicef, a cada ano são diretamente afetadas pela violência sexual cerca de um milhão de crianças em todo o mundo. Dessas, estima-se que 100 mil casos estejam distribuídos entre Brasil, Filipinas e Taiwan.
A situação brasileira se perpetua em grande parte graças à omissão e ao pacto de silêncio que cercam a questão. Especialistas no atendimento às vítimas estimam que, para 20 casos de violência no país, apenas um é denunciado.

Fontes: Anistia Internacional , www.amnesty.org , Cladem Brasil, Cladem Colômbia, Mujeres Hoy / Isis Internacional, SEM Chile.



Veja também:

Eloá, 15 anos, assassinada pelo ex-namorado
O que faltou à mídia destacar? Cruéis semelhanças

São Paulo instala primeiro Juizado Especial de Violência Contra as Mulheres

Sugestão de pautas
Como a violência doméstica contra as mulheres afeta as crianças?
Esta e outras sugestões de reportagens abordando fatos sobre a violência contra as mulheres que são pouco ou nunca tratados pela imprensa podem ser encontradas nesta seção.

 
Banco de Fontes
Se a pauta é violência contra a mulher, nesta seção você encontrará dados para contatar fontes fundamentais.
 
Quem diz e o que se diz

"A violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa."
Fernando Acosta, psicólogo.
 
"A violência não é natural. É um comportamento aprendido."
Marcos Nascimento, coordenador de projeto do Instituto Promundo.